A Pedagogia dos Valores

Por uma questão ecológica e de poupança energética, as organizações necessitam hoje em dia, de pessoas que revitalizem os ambientes organizacionais, que eliminem os comportamentos tóxicos nos locais de trabalho e que trabalhem arduamente no SER. Pessoas que tenham objectivos claros a alcançar, que adotem valores de ação, valores que nos ensinem o que devemos fazer, que nos permitam desenvolver um nível consciência elevado. Valores com o combustível necessário para criar novas visões e abrir novos horizontes. Valores que estejam sincronizados com o que visualizamos, com o que sentimos e com o que fazemos, que sejam um motivo para nos entregarmos de corpo e alma, ao que tem que ser feito hoje e que reforcem as nossas forças de caráter. Em relação ao que tem que ser feito hoje, segundo Eckhart Tolle no seu livro o Poder do Agora fala-nos em três mitos “urbanos”, são eles: O primeiro mito“a humanidade atingiu o ponto mais elevado do seu desenvolvimento”; Um segundo mito, “estamos completamente separados uns dos outros, da Natureza e do Cosmos; E um terceiro mito “o mundo físico é tudo e o que existe”. A ciência tradicional escrava do materialismo, presume que tudo o que não pode ser medido, testado em laboratório, ou comprovado pelos cinco sentidos ou as suas extensões tecnológicas, simplesmente não existe. No entanto uma das visões mais aprofundadas da ciência do século passado, é a visão holística do mundo, em que o todo pode ser maior do que a soma das partes. O todo contém uma riqueza, uma perspectiva, uma dimensão que as partes não possuem. Por isso o todo não é só uma quantidade maior, mas tem também uma qualidade acrescida. Aqui a ciência ajuda-nos a compreender uma dimensão superior, significa estar em contacto com um todo maior, mais profundo, mais rico que coloca a nossa presente situação limitada, numa nova perspectiva. É ter uma sensação de algo para além de “algo mais” que confere sentido acrescido e valor ao que estamos a viver agora. Esse algo mais espiritual pode ser uma realidade social mais profunda ou uma teia social de sentido. Pode ser uma consciência ou harmonização com as dimensões mitológicas e arquetípicas da nossa situação. Pode ser uma sensação de um nível mais profundo de verdade e de beleza. E/ ou pode ser uma sintonização com um sentido cósmico mais profundo do todo, uma sensação de que as nossas acções fazem parte de um processo universal maior, a que chamamos visão orgânica do mundo. A ciência começa o novo milénio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual (QS). Os estudos efetuados por Crick e Kocch nos anos 90 , sugeriam as oscilações neuronais de 40 Hz podem ser correlatos da consciência. Escrito pela física e filósofa Danah Zohar e pelo psiquiatra e terapeuta Ian Marshall, e livro Inteligência Espiritual, não apenas apresenta as últimas descobertas científicas que comprovam a existência e a importância do QS, mas também mostra como avaliá-lo e, principalmente, como desenvolvê-lo e assim, alcançar uma vida mais bem-sucedida e feliz, É uma área situada nos lobos temporais que nos faz procurar um significado e valores para nossas vidas, está ligada a á inteligência responsável pelo pensamento unificado, criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento (pensamento racional/ inteligência intelectual e pensamento associativo/ inteligência emocional). Ela ajuda-nos a lidar com questões e valores essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios. Muita da investigação sobre a natureza do QS e a relação com as oscilações de 40 Hz observadas por todo o cérebro, foi feita por Rodolfo Llinas e colegas seus da Escola de Medicina da universidade de Nova Iorque. O trabalho de Lllineas foi sempre inspirado por uma paixão de compreender o “problema corpo-mente”. “Como neurocientistas”, diz ele, “ a única questão mais importante com que nos podemos preocupar é a maneira de como os cérebros, e as mentes se relacionam. Estas oscilações neuronais síncronas e coerentes de 40 Hz por todo o cérebro, proporcionam uma unificação entre lado racional e lado emocional, adquirindo assim as propriedades da consciência. A consciência é vista como uma propriedade emergente das oscilações neurais e um atributo da QS. No último congresso da ACEG, Associação Cristã de Empresários e Gestores, o tema do congresso foi o “Amor ao Próximo como critério de gestão”. António Pinto Leite através do seu livro com o mesmo título, transmite de uma forma simples a ideia de introduzir nas organizações este critério cósmico que consegue dar ordem e sentido ao que fazemos, que é o “Amor ao Próximo”. No entanto ficam as questões, de como é que poderemos implementar este critério? De que forma poderá ser responsável pelo aumento da vitalidade organizacional? Que mudanças deverão ser operadas? A Paula Tomas Consultores, está determinada em levar esta nova forma de estar para o mundo do trabalho, contribuindo para incrementar comportamentos que ajudem as organizações a terem uma visão mais orgânica do mundo organizacional, em que as pessoas se sintam únicas na descoberta, ou no desenvolvimento dos seus ideais pessoais. Que as pessoas se sintam a fazer parte de uma comunidade dinâmica, conscientes na aquisição do conhecimento e na experiência necessária, para transformarem ao relacionamentos interpessoais, no sentido do desenvolvimento e na exploração dos seus talentos. Em todos nós existem estas duas grandes forças motrizes ou duas paixões dominantes, o anseio íntimo de amar e de ser amado, que se manifestam nos impulsos de entrega, e o anseio de realizar algo e de ser reconhecido, que se revelam nos impulsos de conquista. Para que esta entrega e conquista continuem a ser verdadeiras forças de motivação, é o momento adequado para se incrementar comportamentos em que todas as pessoas se sintam a fazer parte de um corpo, de incrementar a esperança, a virtuosidade, a criatividade, alegria, o bem estar, fomentando competências de cidadania organizacional, aumentando assim o valor no capital social como reflexo da qualidade das relações interpessoais, no seio da organização, e como arma de combate á crise de valores em que vivemos. Em conversa informal com um dos fundadores da Novabase, empresa de referência nacional e internacional no mercado TIC, ficámos a saber alguns dos motivos que levaram esta empresa a efectuar alterações na imagem, na visão e nos valores. A missão que tinha sido definida no início da empresa há 23 anos atrás, esgotou-se, porque foi atingido o propósito inicial de serem uma empresa de referência. Este processo de transformação que demorou cerca de ano e meio, impulsionado pela comissão executiva, iniciou-se em 2009 e envolveu a participação de colaboradores, clientes e accionistas da empresa. O logótipo é atualmente constituído por um N, que se faz acompanhar pela nova assinatura “like life”, que pretende trazer a experiência da vida para o mundo dos negócios. Os Valores, passaram a ser colocados na primeira pessoa “Eu dou, Eu ouço, Eu ligo, Eu cresço” recentrando assim a organização nas pessoas. Esta mudança surge sob o mote “simpler and happier” e pretende reflectir a nova visão da empresa: “tornar a vida das pessoas e das empresas mais simples e mais feliz”, e nasce também relacionada com a estratégia de internacionalização. Estamos cientes de que esta tarefa, de envolver as pessoas como um todo, na vida das organizações, está nas mãos das equipas executivas. Nesta mudança está implícita uma alteração profunda na forma de se fazer negócios e gerir pessoas. A coragem e a disciplina necessária para executar uma operação de transformação, tão profunda como esta que aqui propomos, de ajudar as pessoas a descobrirem os seus ideais pessoais, numa prospectiva de aliança orgânica, com vinculação forte de pertença ao grupo, equipa, empresa ou comunidade dinâmica, tem como objetivo clarificar e enriquecer o significado de missão, com um sentido de elevação da vida e do bem comum, contribuindo assim para o bem-estar geral. A pedagogia de valores subjacente ao Ideal pessoal, ao Ideal de Grupo e ás Alianças como bens que servem o crescimento pessoal e o desenvolvimento organizacional, é a participação da Paula Tomás Consultores, na modelagem do homem novo, do SER Excelente com sentido de contributo a favor das pessoas e das causas, e do SER Presente, consciente do alinhamento do nosso trabalho com os nossos talentos, ou dotes únicos e sentido de missão. Este caminho promove uma reflexão meditativa sobre a missão, os valores e a visão, no sentido de aumentar os níveis de resiliência das pessoas e das organizações, para fazer face aos desafios que temos pela frente, com um propósito consciente da necessidade de uma renovação comportamental, no meio organizacional e a na sociedade em geral, contribuindo assim para a adaptação ao mundo atual.

“as ideias te farão forte os ideais invencível ” Miguel Ángel Cornejo

Artigo de Paulo Galvão

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