Balanço 2007

“O Capital intelectual é a peça – chave para o sucesso das organizações”. As tendências, no que diz respeito à gestão das pessoas ao longo de 2007, são bem ilustrativas do sentido pragmático desta ideia.

A insistência generalizada na qualificação dos activos humanos e a ênfase colocada na gestão das competências, (os centros de RVCC, o desenvolvimento do e-learning e a utilização de novas metodologias de desenvolvimento de competências como o coaching), a procura e gestão de talentos e a gestão e avaliação do desempenho, (redefinição das regras de progressão de carreiras e tentativas de implementação de sistemas de avaliação na administração pública), o recurso ao outsourcing, a procura de meios para desenvolver a motivação, o envolvimento e o comprometimento das pessoas com os objectivos organizacionais e a valorização da capacidade de enfrentar desafios, ser combativo e resiliente, são aspectos que marcaram a gestão das pessoas no último ano.

Estes princípios, consonantes com um novo paradigma na gestão das pessoas – a competência – implicam mudanças e consequentemente resistências, com efeitos nem sempre positivos, por exemplo, o aumento do numero de despedimentos, a maior exigência e selectividade (não basta o conhecimento tem que se provar ser eficaz em permanência), aumento do desemprego, aumento da precariedade do emprego (as empresas só fidelizam quem demonstra ser excelente).

Como consequências positivas, é de salientar o forte investimento na qualificação e desenvolvimento de competências, por parte do governo, das organizações e das pessoas, a implementação de sistemas de avaliação de desempenho e a preocupação crescente em quantificar o retorno do investimento no capital humano, a tendência para aumentar a flexibilidade e adaptabilidade através de alterações nas leis da contratação, a valorização das remunerações variáveis e “estagnação” das remunerações fixas, a implementação de modelos de gestão de competências e a procura de novos modelos e ferramentas de liderança que envolvam, promovam a autonomia e aumentem a co-responsabilização e o comprometimento.

No desenvolvimento da nossa actividade na PTC, temos constatado, que os pedidos dos nossos clientes reforçam as tendências e princípios que enunciamos neste pequeno balanço. Ao longo de 2007, temos verificado uma maior procura: na construção e implementação de modelos de gestão das competências que permitam um forte alinhamento entre a estratégia da organização e os resultados do desempenho das pessoas; na utilização de metodologias de coaching, desdobradas em cascata que promovem o papel do gestor-coach como suporte essencial ao desenvolvimento de competências e ao envolvimento e comprometimento das pessoas com os objectivos da organização; no desenvolvimento dos soft-skills da gestão, nomeadamente ao nível da comunicação, da influência e da persuasão e por fim a procura de práticas de liderança que promovam a autonomia, a responsabilização e o envolvimento e comprometimento organizacional.

Categorias:Notícias Tags:Balanço Paula Tomás Consultores PTC

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