Bem-estar nas Organizações

Estudos recentes têm incidido sobre o bem-estar das pessoas no seu local de trabalho. Existem duas investigações para as quais faz sentido olharmos: uma nacional, da Faculdade Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e outra do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (Ipea) no Brasil. A primeira refere que à medida que as horas de trabalho aumentam, o bem-estar das pessoas diminui. Os investigadores alertam para o facto de esta relação ser diferente para todas as pessoas tendo em consideração as suas rotinas fora do local de trabalho mas, comummente, é mais forte para as mulheres.

A explicação encontrada consiste em ser mais difícil para as mulheres ou outras pessoas com filhos a cargo, conciliar o trabalho profissional com o trabalho doméstico em casa. À medida que as horas de trabalho aumentam, mais difícil é ter tempo para organizar as tarefas domésticas.

A investigação do IPEA aponta para que as pessoas estão a adoecer com maior frequência por causa do trabalho. Este fenómeno acontece devido à sobrecarga de trabalho e à acumulação de funções, que anteriormente eram divididas por mais colaboradores. A política de despedimentos e redução de recursos humanos, motivada pela atual crise mundial, em muito tem contribuído para este desgaste sentido pelos trabalhadores. Apesar deste processo de intensificação de trabalho não ser diretamente observável, uma vez que não implica necessariamente um aumento das horas de trabalho, reflete-se no número de baixas e absentismo por doença.

Cristina Catita

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