O Futuro da Formação

Artigo publicado na edição Premium da Human de Dezembro 2012

Vivemos num mundo em mudança, os desafios que se colocam à formação implicam novas abordagens. Para dar resposta aos desafios organizacionais futuros, os fornecedores de formação devem estar na vanguarda.
Estamos a sair de uma sociedade individualista para uma que se quer junta e cooperativa. A forma de pensar e gerir negócios vai acompanhar esta mudança. A transição da Geração X para a Geração Y, pragmática, realista, digital e global, é já o presente. Os “nativos digitais” estão a desenvolver formas de aprendizagem muito diferentes. Para serem competitivas, as empresas devem adaptar a formação a esta mudança: na política de formação; no conteúdo das acções de formação; nas abordagens formativas; nos métodos de entrega de formação e nas metodologias de preparação e avaliação dos resultados.
«A empresa virtual» parece ser a forma de organização mais apropriada à economia do conhecimento que irá dominar o século XXI, cujo desafio será o de dominar e comercializar a inteligência. Assim, a política da formação deve ter como propósito multiplicar e diversificar as formas de apropriação cognitiva dos conhecimentos e saberes. A formação deverá ser um meio eficaz ao serviço do aumento da riqueza pública, comum e mundial.
Com uma geração mais pragmática, realista, digital e global, os conteúdos da formação, as metodologias utilizadas e as formas de entrega da formação terão que ser fortemente orientadas para resultados, com maior ligação à prática organizacional, mais experienciais e baseados na premissa de que os indivíduos são naturalmente criativos, engenhosos, globais e responsáveis por suas próprias vidas, crescimento e sucesso. Desta forma, o Coaching, os grupos de criatividade, os grupos de partilha de informação e experiências, bem como os meios de entrega online, têm vindo a ganhar o seu espaço e a afirmarem-se.
As empresas futuras, mais do que estarem preocupadas com o número de cursos realizados, estarão interessadas nos resultados e no impacto da formação ao nível do trabalho. Os formadores passarão a considerar que o seu trabalho termina apenas quando os objectivos da formação são conseguidos na organização, passando a formação a ser regular, pois ninguém se torna bom em algo sem repetição.
O Futuro da formação passará pela partilha de conceitos já conhecidos e pela sua reconstrução e transformação. Os formadores serão facilitadores, ajudando a passagem da teoria à prática e à experiência individual e colectiva, visando sempre os resultados organizacionais. Torna-se urgente a passagem da tradicional transmissão de conteúdos para modelos que visam facilitar a construção do saber e das competências, atribuindo aos trabalhadores mais autonomia, responsabilidade e controlo. Para isso, os gestores de topo têm que dar suporte para que a formação atinja o seu propósito. O envolvimento dos formandos e das suas chefias na fase anterior à formação, na construção do conhecimento e na avaliação dos resultados, será fundamental.
Análise dos processos de trabalho, envolvimento das chefias e colaboradores, coaching para implementação da mudança, entrega online dos conceitos e dos aspectos “teóricos” para garantir disponibilidade para a experimentação e treino, e sobretudo a garantia de transferência para a realidade organizacional com medição de resultados é o desafio a que nos propomos.

Paula Tomás
Managing Director da PTC-Paula Tomás Consultores

*O autor não respeita as regras do novo acordo ortográfico

Categorias:PTC na Imprensa Tags:Formação Formação à medida Inter PTC

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