O que o diz o seu Facebook sobre si?

O Facebook tornou-se uma das redes sociais mais utilizadas na Internet. É inclusivé aquela que mais se fala no dia-a-dia. Apesar de ter começado como uma ocupação de tempos livres, o Facebook tornou-se também numa rede profissional e de recrutamento.

Multiplicam-se nos jornais e revistas histórias sobre a influência desta rede social: casamentos, divórcios, contratações e despedimentos, tudo é possível no Facebook.

“Não tem Facebook, não existe!” A pressão da rede social é enorme, ao ponto de alguns psicólogos considerarem caso de estudo o facto de uma pessoa não ter perfil na rede.

A questão que se coloca é: o que diz o seu perfil de Facebook sobre si? Num artigo recentemente publicado no Edge, Alex Pentland explica que as publicações feitas no Facebook pouco ou nada dizem a respeito da pessoa que as faz: “o que se publica no Facebook é geralmente aquilo que se gostaria de dizer às pessoas, editado de acordo com os padrões da época. Nós apenas conhecemos a pessoa quando observamos onde gasta o seu tempo e o que habitualmente compra”.

No entanto, nem todos concordam com esta afirmação e muitas entidades alertam para o conteúdo das publicações partilhadas entre utilizadores, afinal o que se escreve ou as fotografias que se publicam fazem parte daquilo que somos.

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1 Comentário

  1. Ana Wiesenberger diz:

    Todas as generalizações são perversas; cada pessoa tem o seu modo de vivenciar as redes sociais de acordo com a interacção que pretende. Haverá seguramente muitos que usam o Facebook na base de um perfil idealizado de forma consciente ou inconsciente. Há, todavia, outros que veêm na rede uma possibilidade de partilha de preocupações sociais e activismo subordinado a várias causas. Também existem os que procuram evidenciar os seus talentos artistícos e quiça a via para os comercializar.
    Para o cidadão comum, que volta para casa ao final do dia cansado e provavelmente isento de vontade para sair e socializar, a plataforma dá-lhe a possibilidade de não se sentir tão isolado no seu lar e obter um nível de comunicação gratificante, quer seja ilusório ou real.
    Para terminar, deixo-vos com um poema que escrevi sobre o Facebook.
    Obrigada pela atenção
    Ana Wiesenberger

    No meu bairro do Facebook
    Encontro quase tudo
    De que preciso
    Há carinhas risonhas e mensagens
    De encantar
    Até mesmo as Boas-Noites
    Alguém gosta de dar

    No meu bairro do Facebook
    Posso circular a qualquer hora
    E se estiver atordoada nas ruas
    Há sempre alguém
    Que me vem ajudar

    Gosto do meu bairro do Facebook
    Onde os humanos são mesmo humanos
    E há tempo para conversar

    Gosto do meu bairro no Facebook
    Onde as casas são coloridas com bonecos expressivos
    E as gentes têm preocupações sociais e morais
    Que pediram a outros de empréstimo
    Como quem vai buscar salsa à vizinha

    Gosto do meu bairro no Facebook
    Porque lá, todos os dias, são dias de festa
    E a música é boa
    Há grinaldas de solidão a entrelaçarem-se
    Em nós de atenção
    A toda a hora
    E não há recolher obrigatório
    Para reunir a força
    Para a tarefa do amanhã

    Gosto do meu bairro do Facebook
    Nos dias úteis, nos feriados e nos Domingos
    Nas horas de ponta do vazio comum
    Em que nos encontramos
    E nos minutos tardios
    Em que os vizinhos aparecem
    Porque o sono ou a vontade de dormir
    Estão ausentes
    E eles vêm para a soleira das portas multicores
    Ver quem passa
    E se alguém para
    Para lhes achar graça

    08-06-2012
    Ana Wiesenberger

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