Stresse e o que isso significa

No momento que atravessamos, de crise económica e financeira, de globalização de mercados e serviços, vivemos também períodos de instabilidade emocional.

As empresas distribuídas nas suas áreas de atuação percorrem caminhos extremamente competitivos, munindo-se dos esforços dos seus recursos humanos para atingir a excelência dos seus serviços. E isto terá consequências? Sim! Provavelmente provocará stresse. Isto leva-nos a outra questão: Afinal o que é o stresse? De forma muito simples o stresse é uma resposta física à perceção de um certo nível de perigo ou seja, é um mecanismo de defesa. Esta perceção de perigo resulta da avaliação que o indivíduo faz, através da identificação de recursos disponíveis para enfrentar a situação. Se estes recursos forem manifestamente insuficientes então o resultado é o stresse.

De facto a mecânica do mercado atual onde as organizações operam provoca muito stresse. Mas é também este stresse que estimula as pessoas a atingir excelentes performances individuais e os objetivos organizacionais. A este nível benéfico destresse designa-se eustress. Se por outro lado este nível de stresse for um impedimento à realização das atividades consideradas comuns ou diárias, então estamos perante o distress.

Na gíria diz-se que o stresse é uma “doença dos tempos” e reconhece-se que as suas consequências se podem traduzir em sofrimento fisiológico, psicológico, comportamental e social, quer a curto, quer a médio prazo.

As consequências do stress não se traduzem apenas ao nível individual mas também organizacional. De acordo com a Sociedade Americana do Stresse, o problema custa às indústrias dos EUA cerca de 300 mil milhões de dólares por ano, calculados com base no absentismo, despesas e baixas médicas, pausas durante o trabalho, queda da qualidade e quantidade de produção, desperdício de materiais e suprimentos, atrasos na entrega de projetos, etc. Além deste facto sabe-se hoje que 70% dos acidentes de trabalho acontecem devido ao stress.

É nesta ótica que as empresas se empenham na procura de soluções para reduzir os sintomas de stresse nos seus colaboradores e com isso uma percentagem elevada de baixas médicas. Um estudo recente (2012) demonstra que as empresas têm procurado estratégias para deixar os seus colaboradores mais felizes apostando que, isso trará melhores performances individuais, menos conflitos e menos stresse organizacional. Hoje acredita-se que a redução das taxas de stresse é mais eficaz se as pessoas mantiverem um estilo de vida mais saudável.

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